A 11 dias da eleição, Justiça Eleitoral começa a preparar as urnas eletrônicas
A 11 dias da eleição, a Justiça Eleitoral começa a preparar as urnas eletrônicas Faltam onze dias para a eleição. E, enquanto o eleitor decide os seis votos que...
A 11 dias da eleição, a Justiça Eleitoral começa a preparar as urnas eletrônicas
Faltam onze dias para a eleição. E, enquanto o eleitor decide os seis votos que dará no dia 4 de outubro, a Justiça Eleitoral começou, nesta quarta-feira (23), a preparar as urnas que serão usadas em São Paulo. São mais de 114 mil equipamentos em todo o estado, já incluindo as urnas de reserva. Só na capital, são mais de 28 mil.
Para que tudo fique pronto a tempo, a Justiça Eleitoral iniciou a inclusão das informações de todos os candidatos, seus números, fotos e cargos aos quais concorrem nas urnas eletrônicas.
Por questões de segurança, as informações são inseridas por meio de dispositivos eletrônicos desenvolvidos pela Justiça Eleitoral, que não se comunicam com equipamentos externos ao sistema eleitoral. Todo esse processo de geração de mídias, carga e lacração é realizado em cerimônia pública e pode ser acompanhado por entidades fiscalizadoras e pela sociedade.
Depois que as urnas recebem as informações dos candidatos, elas são seladas com um lacre desenvolvido pela Casa da Moeda, a mesma instituição que produz o dinheiro em circulação no Brasil. Esse lacre possui proteção física e química e muda de cor caso seja violado. Depois de pronta, a urna também recebe a assinatura de um juiz eleitoral e fica armazenada até o dia da votação.
O representante da Justiça Eleitoral explica que a urna também conta com uma proteção eletrônica contra qualquer tentativa de invasão.
"Há toda uma cadeia de segurança, desde o desenvolvimento dos aplicativos e programas da Justiça Eleitoral até o dia da votação. Existem diversos mecanismos de proteção e, se algum deles não for validado, o procedimento é interrompido e não segue adiante", explica Erick Viana, chefe do cartório da 1ª Zona Eleitoral.
Como era antes?
Em 1994, na última eleição geral antes da estreia da urna eletrônica, o voto ainda era em papel e a apuração era feita manualmente.
Naquela eleição, a Justiça Eleitoral identificou fraudes tanto na votação quanto na apuração no Rio de Janeiro. Houve casos de cédulas já preenchidas dentro das urnas e de votos transferidos de um candidato para outro no momento da contabilização dos resultados.
A apuração se arrastou por semanas. No Rio de Janeiro, as eleições para deputado federal e deputado estadual acabaram anuladas e tiveram de ser refeitas. Os problemas de 1994 aceleraram o projeto que levaria à implantação da urna eletrônica.
Ao longo de 30 anos, essa máquina tem sido uma das principais aliadas da democracia brasileira. E um detalhe: nunca houve fraude comprovada nos votos registrados por ela.
"A urna eletrônica é extremamente segura. Até hoje, não há nenhum caso comprovado de fraude ou violação", diz Erick.
Eleições 2026
No pleito deste ano, o eleitor em São Paulo poderá escolher entre mais de 2.600 candidatos. Desse total, 67% são homens e 33% são mulheres. Entre os concorrentes, 68% se declararam brancos, 19% pardos, 11,5% pretos, 1% amarelos e 0,5% indígenas.
Neste ano, serão seis votos. Primeiro, o eleitor vota para deputado federal, cujo número tem quatro dígitos. Em seguida, é a vez de escolher o deputado estadual, com cinco dígitos. Na sequência, aparece a tela para o primeiro voto ao Senado, cuja numeração tem três dígitos.
Depois, o eleitor vota novamente para senador. Nesse caso, não pode repetir o voto anterior e deve escolher outro candidato. O quinto voto é para governador do estado, com dois dígitos. Por fim, todos votam para presidente da República, também com dois dígitos.
Urna eletrônica terá novos recursos nas eleições 2026, segundo TRE
Taynã Olímpia/g1
*Com supervisão de Alexandre Bazzan.